A lenda da Serra que Chora

Mantiqueira é uma palavra de origem tupi-guarani mohn-thy-kyiri que significa a Serra que Chora.

Conta a lenda que há muitos anos atrás vivia no local uma tribo de índios Guaranis. Dentre eles havia uma linda índia pela qual todos os guerreiros da tribo eram apaixonados, dado a sua beleza.

Mas ela não se interessava por nenhum deles, sua paixão era o Sol. Passava os dias a admirá-lo e quando ele se punha no horizonte ela se entristecia, mas logo ia dormir e ansiosamente aguardava o alvorecer para novamente ver o seu amado.

Um dia o Sol notou a bela índia e por ela se encantou. Passava então mais lentamente sobre a terra em que viviam os índios e passou a nascer mais cedo e a se pôr mais tarde, tudo para ficar mais tempo admirando a amada. Tal era o encantamento do Sol, que ele começou a passar mais perto da terra, sem se aperceber que seu calor estava secando os rios, queimando as pastagens e incendiando as florestas.

A paixão do Sol pela índia despertou os ciúmes da Lua, que também era apaixonada pelo Sol. Foi então reclamar a Tupã, o ser supremo dos índios.

– Como pode o astro rei apaixonar-se por uma simples índia, uma simples mortal, perguntava a inconformada Lua a Tupã, que após insistentes apelos da Lua, veio a terra verificar o que acontecia.

Ao perceber o tamanho da tragédia que se aproximava em breve, ordenou imediatamente ao Sol que voltasse à sua rotina normal e para assegurar que isso nunca mais aconteceria, ergueu a maior montanha que havia e dentro dela aprisionou a bela índia.

A índia inconformada passou a chorar copiosamente e tanto, que suas lágrimas passaram a verter pela montanha e formaram nascentes que até hoje abastecem os rios e córregos da região. Foi assim que surgiu o Ribeirão Grande, Tetequera, Pedrinhas e outros que nascem na Serra da Mantiqueira, a Serra que Chora.

Fonte: http://bit.ly/19SH9N8